Aplicações do FNO crescem 85% na Amazônia

As aplicações do Banco da Amazônia, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), atingiram, no ano passado, o total de 2,05 bilhões de reais, o que significa um crescimento de 85%, comparativamente a 2007, cujo valor foi de R$ 1,11 bilhão. Foram contratadas 46.259 novas operações, contra 39.995 operações no ano anterior. Com esse resultado, o Banco atingiu 103% da sua meta em 2008, que era de R$ 1,99 bi.

Só na área rural, através de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que beneficia principalmente a agricultura familiar, os mini e pequenos produtores e extrativistas, as aplicações atingiram R$ 373,7 milhões, atendendo 41.762 famílias, representando 90,3% do total das operações com FNO. No setor industrial, que contempla empreendimentos da indústria e agroindústria, as aplicações foram de R$ 547,84 milhões, financiando 349 novos projetos na Região.

Segundo o presidente da instituição, Abidias Junior, o empenho do Banco nos últimos anos contribuiu para que a aplicação dos recursos do fundo no desenvolvimento da região tenha duplicado, atingindo um volume global de aplicações superior a R$ 7 bilhões de reais.

Os créditos do Banco, via os recursos de fomento no ano passado, propiciarão a geração de mais de 350 mil novas oportunidades de trabalho nos sete Estados do Norte e o incremento de R$ 2.736,97 milhões no valor bruto da produção regional.

Recursos DO FNO Para 2009 – O Banco da Amazônia contará com R$ 2,67 bilhões através do FNO, sendo que desse montante, R$ 1,66 bilhão será destinado ao FNO-Amazônia Sustentável, R$ 80,40 milhões para o FNO-Biodiversidade e R$ 535,98 milhões para o Pronaf. Somente para empreendimentos rurais, será destinado o valor de R$ 656,35 milhões.

Com base na estimativa de recursos do FNO a serem alocados na Região em 2009, projeta-se, entre outros resultados, o financiamento de 54.719 projetos e o incremento de R$ 6.063,3 milhões no valor bruto da produção regional.

Com essa política de financiamento, o Banco contribui para a diminuição do êxodo rural, a minimização das desigualdades intra e inter-regionais, a inclusão social, a redução da pobreza, o aumento do PIB regional e a ampliação da arrecadação tributária em toda a região amazônica.

Encontros Estaduais – Com o propósito de promover melhor uma política de atuação compromissada com o desenvolvimento regional e fortalecer as parcerias com os governos e agentes da sociedade civil organizada, o Banco já agendou para o próximo mês a realização de Encontros Estaduais com o tema “Perspectivas de Negócios Sustentáveis”, para lançar os Planos Estaduais e de Aplicação dos Recursos do FNO para 2009. Dessa forma, a instituição pretende firmar compromissos mediante um Acordo de Cooperação com os Governos Estaduais.

Nesses encontros, que contará com a presença do presidente do Banco, Abidias Junior, e representantes dos Estados, será discutida a aplicação dos recursos de fomento regional, que totalizam R$ 5,5 bilhões para os nove Estados da Amazônia Legal, além de buscar a integração e corresponsabilidade das iniciativas locais de desenvolvimento da região. Para isso, realizará esses encontros com os governos estaduais a fim de discutir oportunidades e intensificar reuniões com entidades que representam a classe produtiva e movimentos sociais, além continuar o aprimoramento dos processos de crédito, viabilizando tempestivamente as diversas demandas.

Segundo o presidente da instituição, o Banco objetiva intensificar ainda mais suas ações e novamente aplicar a totalidade dos recursos existentes para 2009. Portanto, a perspectiva é de que os resultados expressos nos Planos de Aplicação dos Recursos de Fomento sejam alcançados, com a eficiência e eficácia esperadas, visando à promoção do desenvolvimento em bases sustentáveis da Amazônia.

Caixa reduz juros de empréstimos

Pela quarta vez em três meses, a Caixa Econômica Federal baixou os juros dos empréstimos voltados a consumidores e empresas. Após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter anunciado corte de 1,5 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), o banco reduziu o custo de dez linhas de financiamento. Outros seis bancos também anunciaram a redução dos juros de seus empréstimos. Entre os grandes bancos, apenas HSBC e Nossa Caixa não alteraram os valores. Para aqueles que efetuaram cortes, na maioria dos casos a redução na taxa mensal foi de 0,12 ponto porcentual – o que corresponde ao repasse do corte de 1,5 ponto porcentual da Selic. A Caixa seguiu esse padrão. Porém, no caso do banco, as reduções tem um peso ainda maior pelo fato de já ser a quarta vez que isso ocorre. Desde o primeiro corte, em janeiro, a redução acumulada dos juros mensais já chega a 0,68 ponto porcentual em algumas modalidades de crédito. É o caso das taxas do crédito consignado e do cheque especial, que passaram respectivamente de 2,99% e 7,98% antes dos cortes para 2,31% e 6,83% após a quarta redução efetuada pela Caixa. A sucessão de cortes nos juros se explica: o governo federal pediu aos bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil) para liderar a queda das taxas, a fim de estimular os concorrentes a fazerem o mesmo. Tem funcionado. Nos dois últimos cortes da Selic, a maior parte dos bancos acompanhou a queda liderada por Caixa e BB. Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa, reforça que’ao continuar praticando as menores taxas do mercado, a Caixa está exercendo o seu papel de banco público’. O economista Celso Grisi, presidente do Instituto de Pesquisas Fractal, também considera eficiente a ação dos bancos públicos para capitanear a queda dos juros. ‘Eles possuem uma grande massa de clientes e podem interferir sim na política dos outros bancos’, avalia. Porém, para o economista, os bancos públicos poderiam baixar ainda mais as taxas cobradas. ‘Ao olhar os lucros dessas instituições é possível notar que seus resultados são compatíveis com os dos bancos privados, o que significa que há espaço para novos cortes.’ Grisi acredita que, em 90 dias, a taxa Selic – hoje em 11,25% ao ano – chegará a menos de 10%. ‘Aí sim os bancos brasileiros terão margem para oferecer crédito mais barato, readequando nosso sistema financeiro a uma realidade mais justa.’